segunda-feira, 27 de julho de 2015

O Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora
comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 1




Introdução



Nossa Senhora, Sede da Sabedoria (Sedes Sapientiae)
No “Tratado da Verdadeira Devoção” interessam-nos alguns aspectos principais, que convém destacar no início de nossos comentários.

Em primeiro lugar, podemos notar o aspecto estritamente teológico da obra, na qual São Luís Maria Grignion de Montfort analisa a devoção a Nossa Senhora, os meios de A honrarmos, de Lhe darmos graças pelos benefícios recebidos, etc.

Em segundo lugar, podemos destacar o papel de Nossa Senhora na luta contra o demônio e os inimigos da Igreja. São Luís Grignion adota e enriquece a idéia, já exposta por Santo Agostinho e desenvolvida posteriormente por Mons. Henri Delassus, sobre a existência de uma luta entre duas cidades - a Cidade de Deus e a cidade do demônio - como sendo o âmago de toda a História.

Em seguida apresenta o papel de Nossa Senhora na Cidade de Deus.

No que se refere ao papel da Virgem Santíssima na luta contra os agentes da Revolução, ele não fala explicitamente nem uma só vez. No entanto, toda a teologia dessa luta encontra suas raízes no livro de São Luís Grignion.

Ora, é muito importante acentuar tudo isto, por ser este livro uma garantia de que seguindo estas idéias permanecemos unidos ao espírito e à doutrina da Igreja.

Em terceiro lugar, interessa-nos a obra a título histórico. Como sabemos, São Luís Grignion viveu no tempo de Luís XIV, que, sob certos aspectos, representa um ápice da História, a partir do qual a Humanidade não fez outra coisa senão descer.

Ele faz uma descrição da sociedade do seu tempo, na qual se vêem já ferver os germens da Revolução Francesa.

Vemos então um grande santo, que foi ao mesmo tempo um grande contra-revolucionário, apontando, já naquela época, a existência da mesma Revolução que então se formava nas entranhas da sociedade francesa.

O nexo entre São Luís Grignion e a Revolução é, aliás, muito interessante. Ele foi vítima de uma oposição irredutível dos bispos jansenistas franceses.

De excomunhão em excomunhão, de suspensão de ordens em suspensão de ordens, acabou reduzido a pregar apenas em duas dioceses da França.


São Luís Grignion redigindo o Tratado
St. Laurent-sur-Sèvre, França.
Essas dioceses foram justamente aquelas em que mais tarde não penetraria a Revolução Francesa; em que o povo lutaria ao lado do clero contra os insurretos; em que os católicos marchariam de encontro às hostes revolucionárias ao cântico de hinos religiosos, que seus antepassados tinham ouvido de São Luís Grignion.

Pode-se assim delinear no mapa da França: a parte vacinada contra a Revolução foi a região por ele evangelizada; na zona dominada pelos jansenistas, que resistira à sua evangelização, a Revolução teve livre curso.

Por último, interessa-nos o “Tratado da Verdadeira Devoção” pelo aspecto profético que o santo lhe imprimiu.

São Luís Grignion é profeta no sentido restrito que esta palavra tem depois de encerrada a Revelação oficial, isto é, as suas profecias não são oficiais e obrigatórias como as da Escritura.

Mas sem dúvida ele é dotado por Deus do carisma da profecia, e isto se percebe pela leitura de seu livro.

Ele profetiza acontecimentos que fazem antever a Revolução Francesa e a crise de nossos dias, e afirma também com antecipação a imensa vitória da Igreja Católica através de uma nova era do mundo, que será uma era marial.

São Luís Maria Grignion de Montfort previu um reino de Maria que virá, e este reino será a plenitude do reino de Cristo.

Entretanto, São Luís Grignion não escreveu quatro tratados sobre estas quatro matérias, mas um só.

E os tópicos referentes a estes quatro aspectos não aparecem na ordem em que os mencionamos, mas estão dispersos pela obra. Na medida das possibilidades, explicaremos segundo estes quatro critérios cada capítulo que formos comentando.

Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com.br/2015/06/o-tratado-da-verdadeira-devocao-nossa.html

segunda-feira, 29 de junho de 2015


Luta Preferencial pela Família


*Pe David Francisquini

             Meus caros amigos, no dia 23 de junho em que escrevi a respeito da ideologia de gênero embutida de maneira sorrateira, maquiavélica no PME, prometi a todos os senhores e senhoras que assim que pudesse explanaria um pouco mais sobre as verdadeiras ideias que existem por trás das palavras chave,  que abrem um imenso campo para a deturpação da moral, da religião e de tudo o que constitui os princípios básicos de uma sociedade saudável  e ordeira. Lembramos as palavras do Papa Leão XIII que ressalta o compromisso entre a Igreja e o Estado, de mútua ajuda,afirmando "que tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os povos". Vejam senhores, repetindo a "filosofia do Evangelho governava os povos", quer dizer, o Estado tinha autoridade sobre todos os civis, entretanto era submisso ao governo do Evangelho, quer dizer à vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso caracteriza a vida ordeira de uma sociedade saudável, ou uma sociedade que visa seguir as leis de Deus contidas no decálogo. Quando se lê a esse respeito no fundo de nossas almas temos saudades de algo indizível que existiu mas que infelizmente fora destruído pela institucionalização de leis que promovem o pecado.
            Haja visto que os projetos elaborados em lugares desconhecidos e escusos,  proliferam de maneira crescente e cada vez mais radical. Portanto de acordo com o texto acima, "a filosofia do Evangelho" leva a Deus. Aqui nesse projeto  que foi rejeitado na câmara dos vereadores, leva o homem a se afastar de Deus e de sua lei. Eis meus amigos a razão pela qual me empenhei em trabalhar para divulgar e denunciar ao máximo  o mal da introdução desse projeto.
            Estando Pe Cláudio e eu em conversa anteriormente discutindo sobre o assunto, firmamos um compromisso de lutarmos de maneira enérgica contra todas as brechas possíveis no projeto. A partir daí travou-se um dilema: não tendo o texto em mãos não se sabia exatamente o contexto do projeto. Ausência do mesmo, tardou a identificação das palavras chave, tais como "diretrizes nacionais, atendimento à diversidades e excluídas".  A elaboração do projeto foi de tal maneira bem feito e refletido, que aparentemente não havia nada a ser rejeitado. Entretanto essas palavras abririam um imenso portal para a ignomínia rejeitada. 
         
   Até então divulga-se pelas redes sociais que o plano referido "não causaria nenhum prejuízo" as nossas crianças; causava estranheza a manifestação de algo que não existia. Contudo ao usar a ferramenta do facebook, onde o espaço é democrático, e esclarecer os bastidores do projeto, procurou-se de maneira aveludada acalmar a reação daqueles que tem noção, (diga-se de passagem não são poucos) de que a família é um princípio básico da sociedade, e que portanto não poderá ser aniquilada por um projeto desta envergadura. Segue ao caro leitor que queira consultar de maneira mais pormenorizada algumas normas das tais diretrizes nacionais constando  no plano de governo petista: "Em consonância com os princípios dos planos nacional de educação devem orientar das seguintes diretrizes III, superação das desigualdades educacionais, com ênfase na igualdade racial, regional, de gênero e orientação sexual, e na garantia de acessibilidade". Como desdobramento deste principio apresentado como uma norma legal, embora explicitamente rejeitada e pelo congresso, apesar disso eles tentam fazer com que os municípios ameaçados na sua economia aprovem tais infâmias como "Promover a identidade de gênero( pág. 25), disseminar materiais pedagógicos que promovam a igualdade de gênero e educação sexual ( pág. 36), desenvolver, garantir e executar anualmente nos sistemas de ensinos fóruns de gênero (pág. 41), inserir na avaliação de livros, critérios eliminatórios para obras que veiculem preconceitos ao gênero, orientação sexual e identidade de gênero (pág.  42), garantir condições institucionais para a promoção da diversidade de gênero e diversidade sexual (pág. 43), elaborar diretrizes nacionais sobre gênero e diversidade sexual na educação básica e superior (pág. 45), ampliar os programas de formação continuada dos profissionais de educação sobre gênero, diversidade e orientação sexual (pág. 92), desenvolver políticas afirmativas e de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, favorecendo a visibilidade e reconhecimento social (pág. 98), reconhecer e incluir no sistema de informação de serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base desconstrução heteromatividade (pág. 99), fomentar a criação de redes de proteção dos direitos humanos de lésbicas gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) (pág. 99).   É interessante observar como o Brasil tem sistematicamente quebrado seus tratados internacionais para que a promoção de escrachantes condutas contra a moral, a família, a Igreja e toda ordem constituída. Abaixo está uma resolução assinada conhecida como Pacto de San José da Costa Rica:   
http://www.aidpbrasil.org.br/arquivos/anexos/conv_idh.pdf
Leis  (Pacto de San José  art.12)
DECRETO N° 678, DE 6 DE NOVEMBRO DE 1992 Promulga a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969.
Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica
ARTIGO 12 Liberdade de Consciência e de Religião
4. Os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções
            Isso, caros leitores, é apenas algumas citações das tais diretrizes.  Além da educação,nesse projeto oficial há uma meta da presidente Dilma e de seu partido, o PT, tentar introduzir isto, através de diversos ministérios, tais como: saúde, meio ambiente , turismo e relações exteriores. Estejam atentos!              Através de um ou outro dos ministérios mencionados, poderá entrar em vigor a ideologia de gênero para atender ao governo federal, nesse nefasto intento.
            O brasileiro por excelência, religioso, visa pautar a sua conduta de acordo com o decálogo e por isso se explica a reação por toda a parte. Por exemplo, disse um internauta: "o lado positivo de tudo isso é que despertou a sociedade para a discussão, e esta demonstrou que é fundada em princípios cristãos, independente do credo". Essa questão trata-se de um direito que tem seu fundamento na própria natureza humana, criada por Deus com uma altíssima missão. Para  o homem viver em paz, Deus instituiu a família, compreendo a família formada por um homem e uma mulher.
            Daí se explica o protesto que foi assinado pelos Cardosenses em favor da família ao número de centenas em um curto espaço de tempo que foram entregues ao presidente da câmara, que nos disse por via telefone que foram 970 pessoas.  
            Quero ressaltar que as providências foram tomadas com antecedência junto aos
vereadores envolvidos na polêmica. Por justiça destaca-se a brilhante ideia do presidente da Câmara, o vereador Abel, ao perceber a nossa preocupação em defesa da família ameaçada pela teoria marxista da ideologia de gênero, propôs fazer emendas que as abolissem todas e quaisquer tentativas no presente ou no futuro que porventura venham tentar se instalar no município. Fico grato aos vereadores que sensibilizaram e nos apoiaram para erradicar tal plano contra a família.

            Para que tudo isso ficasse acertado, na reunião que antecedeu a votação, foi desempenhado o importante papel encabeçado e exercido pelo Rev. Pe Cláudio, por mim e pelos vários pastores presentes, além claro, dos vereadores. Graças a esse conjunto de atores foi possível a aprovação na Câmara das emendas em defesa da instituição familiar. Não menos importante, foi o papel participativo da população cardosense, que sem tal apoio dificilmente teríamos êxito. Devido a esse clamor, a Câmara dos Vereadores teve respaldo legal para anular os pretensos "avanços  e progressos sociais".     


Emendas dentro do projeto de lei que aprova o plano municipal de educação ( Fonte: O Diário Noroeste)

Foram as seguintes Emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 015.2015 que “Aprova o Plano Municipal de Educação”, de autoria do Poder Executivo.

Emenda aditiva – Ficam adicionados os parágrafos 3º e 4º ao Artigo 3º, do Projeto de Lei nº 015/2015, passando a viger com a seguinte redação:
“Art. 3º. (…)
§ 3º. Na execução do presente Plano Municipal de Educação junto aos estabelecimentos de ensino do município, bem como na elaboração da grade curricular e atividades afins, fica proibida toda e qualquer ação visando à implementação de políticas e a aplicação de estratégias que tenham como fundamento a identidade de gênero ou toda e qualquer sigla congênere.
§ 4º. Nas hipóteses de revisão anual do Plano Municipal de Educação, as alterações só poderão ser efetuadas por meio de lei aprovada pela Câmara Municipal e não será permitida a inserção de metas e estratégias direcionadas à identidade de gênero ou toda e qualquer sigla congênere.
Emenda Supressiva – Fica suprimido o Item 7 da Meta 1, constante da página 14, do Plano Municipal de Educação, Anexo ao Projeto de Lei nº 015/2015 que “Aprova o Plano Municipal de Educação e dá outras providências”, renumerando-se os demais itens.
Fica suprimido o Item 7 da Meta 1 do Plano Municipal de Educação nos seguintes termos:
“Ter apoio técnico-pedagógico para a melhoria da qualidade dos serviços neste segmento e cumprir os padrões estabelecidos pelas Diretrizes Nacionais;”
Emenda Modificativa – Fica modificado o item 3 da Meta 4, constante da página 21 do Plano Municipal de Educação, Anexo ao Projeto de Lei nº 015/2015 que “Aprova o Plano Municipal de Educação e dá outras providências passando a viger com a seguinte redação:
“Meta 4. (…)
3. Garantir, no Projeto Político Pedagógico das escolas, a inclusão de ações voltadas ao atendimento educacional especializado;” 

sábado, 9 de maio de 2015

A Mãe Católica: fonte das virtudes dos filhos

Com minhas felicitações a todas as mães, e como homenagem para esse dia a elas dedicado, transcrevo trechos do magnífico livro “O Espírito de Família — no Lar, na Sociedade e no Estado”, de autoria de Mons. Henri Delassus (escritor e polemista católico, 1836 – 1921). Os trechos que escolhi tratam a respeito da influência das virtudes das boas mães na formação dos filhos, da instrução — pelo exemplo de vida — nos princípios da moral católica e da tão árdua quanto meritória condução da vida familiar.

Santa Gianna Bereta Molla 

“Feliz o homem a quem Deus concedeu uma santa mãe! — disse Lamartine. Apesar dos desvios da sua imaginação, ele guardou sempre a lembrança da educação cristã que lhe deu sua mãe. Dois anos antes de sua morte, ele ajoelhou-se na semana de Páscoa à Santa Mesa, ao lado de sua mãe.

‘Se a mãe tomou como um dever imprimir profundamente na fronte de seu filho o caráter divino, pode-se estar praticamente seguro de que a mão do vício nunca o apagará inteiramente’ — afirmou Joseph de Maistre.

Quantas outras mães imprimiram profundamente, na alma dos filhos, o respeito, o culto, a adoração de Deus, de Quem elas eram para eles, pela pureza de vida, a imagem viva!

Como mãe, a mulher cristã santifica o homem-filho; como filha, ela edifica o homem-pai; como irmã, ela melhora o homem-irmão; como esposa, ela santifica o homem-esposo.

‘Eu quero fazer do meu filho um santo’ — dizia a mãe de Santo Atanásio.

‘Graças mil vezes, meu Deus, por nos terdes dado por mãe uma santa!’ — exclamaram por ocasião da morte de Santa Emília seus dois filhos, São Basílio e São Gregório Nazianzeno.

Imagem de Santa Mônica, 
mãe de Sto. Agostinho
‘Ó! meu Deus, eu devo tudo a minha mãe!’ — dizia Santo Agostinho.

Como gratidão por tê-lo tão profundamente impregnado da doutrina de Cristo, São Gregório Magno mandou pintar sua mãe Sílvia ao seu lado, com vestido branco e a mitra dos doutores, estendendo dois dedos da mão direita, como para abençoar, e tendo na mão esquerda o livro dos santos Evangelhos diante dos olhos de seu filho.

Quem nos deu São Bernardo, e o fez tão puro, tão forte, tão abrasado de amor por Deus? Sua mãe, Aleth.

Mais perto de nós, Napoleão disse: ‘O futuro de uma criança é a obra da sua mãe’. E Daniel Lesueur afirma:‘Quando se é alguém, é muito raro que isso não se deva à própria mãe’. Pasteur afirmou: ‘Ó meu pai e minha mãe, que vivestes tão modestamente, é a vós que eu devo tudo! Teus entusiasmos, minha valorosa mãe, tu os fizeste passar para mim. Se eu sempre associei a grandeza da ciência à grandeza da pátria, é porque eu estava impregnado dos sentimentos que tu me havias inspirado’.

A alguns que o felicitavam por ter o gosto da piedade, o Santo Cura d'Ars disse: ‘Depois de Deus, isto se deve à obra de minha mãe’. 
Quase todos os santos fizeram remontar as origens da sua santidade à própria mãe. Pode-se acrescentar que os grandes homens também foram feitos pelas próprias mães.

O Bispo Castulfo, numa missiva a Carlos Magno, recorda-lhe a lembrança de sua mãe, Berta, e lhe diz: ‘Ó rei, se Deus todo poderoso vos elevou em honra e glória acima de vossos contemporâneos e de todos os vossos predecessores, vós o deveis sobretudo às virtudes de vossa mãe!’ 

‘É sobre os joelhos da mãe – disse Joseph de Maistre – que se forma o que há de mais excelente no mundo’. 

Ela é no lar essa chama resplandecente de que fala o Evangelho, distribuindo sobre todos a luz da Fé e o ardor da caridade divina. A ela incumbe vivificar na família a idéia da soberania de Deus, nosso primeiro princípio e nosso último fim, o amor e reconhecimento que devemos ter por sua infinita bondade, o temor da sua justiça, o espírito de religião que nos une a Ele, a lei dos castos costumes, a honestidade dos atos e a sinceridade das palavras, o devotamento e ajuda mútua, o trabalho e a temperança.

‘Na família — diz Augustin Cochin — a figura dominante é a da mãe. Tudo depende da sua virtude e acaba por se modelar de acordo com ela. Ao marido competem o trabalho e o aprovisionamento do lar, e à mulher os cuidados e a direção interior. O marido ganha, a mulher poupa. O marido alimenta os filhos, a mulher os educa. O marido é o chefe da família, a mulher é seu elo de união com ela. O marido é a honra do lar, a mulher a sua bênção’. 

O Visconde de Maumigny escreveu em 1862, quando os Zuavos Pontifícios derramavam seu sangue para defender o Papado: ‘Devemos às nossas mães e irmãs o fundo de honra e de devotamento cavalheiresco que é a vida da França. Nós lhes devemos a Fé católica. Discípulas da Rainha dos Apóstolos e dos Mártires, as mães fizeram passar seus corações aos dos filhos. Maria Santíssima, o modelo das mães, ensinou-lhes como se sacrifica um filho único a Deus e à Igreja. Ao ouvir as narrações dessas imolações sublimes, o Papa Pio IX comentava: Não, a França que produziu tais santas não perecerá jamais!’ 

Em Castelfidardo os zuavos pontifícios combatiam sob os olhos de suas mães, presentes em seu pensamento e entre as paredes do santuário onde a Rainha dos Mártires gerou o Rei dos Mártires. Todos, enquanto marchavam contra o inimigo, repetiam esta frase de um deles: ‘Minha alma a Deus, meu coração à minha mãe, meu corpo a Loreto’. À mãe deles, a Maria Santíssima, que a todos inspirava, reverte a honra da batalha. Como outrora os cruzados, e mais tarde os vendeanos, foi sobre os joelhos das mães que eles aprenderam a morrer por Deus, pela Igreja e pela Pátria”.
__________(Mgr Henri Delassus, L'Esprit Familial dans la Maison, dans la Cité et dans l'État, Société Saint-Augustin, Desclée, De Brouwer, Lille, 1910, pp. 165 a 175).Em outras ocasiões, poderemos transcrever neste Blog da Família outros trechos do interessantíssimo livro de Mons. Delassus, mas para encerrar esta homenagem pelo dia das mães, queria recordar que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira atribuía o melhor de sua formação moral e religiosa a sua querida mãe, a tradicional dama paulista, Da. Lucília Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira [foto abaixo]. Exemplo de mãe extremamente carinhosa, mas firme, Da. Lucília realizou o ideal de mulher inteiramente brasileira, inteiramente católica e inteiramente aristocrática, numa época em que a figura materna já ia sendo obscurecida pelas ondas revolucionárias das modas e dos hábitos modernos.


Fonte: http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com.br/2010/05/mae-catolica-fonte-das-virtudes-dos.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário


Coroa de espinhos segundo o Santo Sudário
O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.
Como resultado esculpiu um Crucificado que, segundo o artista, seria uma reprodução científica do estado físico de Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua morte.
O autor não visava provar a existência de Jesus de Nazaré, mas destacar os impressionantes acertos anatômicos constatados no estudo científico do Santo Sudário.
O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.
“A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra.
O escultor não trabalhou só. Ele presidiu o trabalho de um grupo de cientistas que levaram adiante uma investigação multidisciplinar do Sudário de Turim.
O crucificado é o único “sindônico” no mundo, pois reflete até nos mais mínimos detalhes os múltiplos traumatismos do corpo estampado no Santo Sudário.
A imagem representa um corpo de 1,80 metros de altura, de acordo com os estudos no Sudário feitos pelas Universidades de Bolonha e Pavia. Os braços e a Cruz formam um ângulo de 65 graus.
A Coroa de Espinhos tinha forma de casco, cobrindo toda a cabeça, e foi feita com jujuba “ziziphus jujuba”, uma espécie de espinheiro cujas agulhas não se dobram.
A pele apresenta exatamente o aspecto de uma pessoa morta há uma hora. O ventre aparece inchado por causa da crucifixão.
O braço direito aparece desconjuntado pelo fato do crucificado se apoiar nele à procura de ar durante a asfixia sofrida na Cruz.
O polegar das mãos está virado para dentro, reação do nervo quando um objeto atravessa a munheca.
A escultura reflete também a presença de dois tipos de sangue: o vertido antes da morte e o derramado post mortem. Também aparece o plasma da ferida do costado, de que fala o Evangelho.
A elaboração destes pormenores foi supervisionada por hematologistas. A pele dos joelhos está aberta pelas quedas e pelas torturas.
Há grãos de terra incrustados na carne que foram trazidos de Jerusalém.
As feridas são típicas das produzidas pelos látegos romanos, que incluíam bolas de metal com pontas recurvadas para rasgar a carne.
Foram necessários 10 anos de estudo
Não há zonas vitais do corpo atingidas pelos látegos porque os verdugos poupavam essas partes para que o réu não morresse na tortura.
A maçã do rosto do lado direito está inchada e avermelhada pela ruptura do osso malar.
SEVILLA. 08/03/10. NUEVO CRUCIFICADO DE MIÑARRO. FOTOS: ROCIO RUZ. ARCHSEVA língua e os dedos do pé apresentam um tom azulado, característicos da parada cardíaca.
Por fim, embaixo da frase em hebraico “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, a tradução em grego e em latim está escrita da direita para a esquerda, erro habitual naquela época e naquela região.
A escultura esteve exposta na igreja de São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha, e saiu em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.
Com os mesmos critérios e técnicas, Miñarro está criando outras imagens que representam a Nosso Senhor em diferentes momentos de sua dolorosa Paixão.
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Cristo de Miñarro venerado em igreja, São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha
Cristo de Miñarro venerado em igreja, São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha.
“Ele subirá como o arbusto diante dele, e como raiz que sai de uma terra sequiosa; ele não tem beleza, nem formosura; vimo-lo, e não tinha aparência do que era, e por isso não tivemos caso dele.“Ele era desprezado, o último dos homens, um homem de dores; experimentado nos sofrimentos; o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele.
“Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores; nós o reputamos como um leproso, como um homem ferido por Deus e humilhado.
“Mas foi ferido por causa das nossas iniqüidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras.” (Isaías 53, 2-5).



SEVILLA. 08/03/10. NUEVO CRUCIFICADO DE MIÑARRO. FOTOS: ROCIO RUZ. ARCHSEV

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/professor-faz-crucificado-seguindo-os-dados-santo-sudario#.VOtCmPnF9WI